quinta-feira, 22 de julho de 2010

PROGRAMAÇÃO DOS ESPETÁCULOS


A Cia dos Comuns realiza

OLONADÉ
A cena negra brasileira
Espetáculos de dança e teatro negro de diferentes regiões do Brasil

CENTRO CULTURAL LAURINDA SANTOS LOBO

Rua Monte Alegre, 306, Santa Teresa

23-jul - 19h

solos em Companhia – RJ
Cia Rubens Barbot Teatro de Danças
Direção: Rubens Barbot e Gatto Larsen

24-jul - 19h

OriRe - Saga de um Herói que confrontou a Morte – RJ
Direção: Gustavo Mello

25-jul - 19h

Espetáculo – BA
Direção: Luiz de Abreu

26-jul - 17h

IGI - A árvore da vida – RJ
Cia Muito Franca!
Direção: Bruno Bacelar

CENTRO CULTURAL PARQUE DAS RUÍNAS
Rua Murtinho Nobre, 169, Santa Teresa

23-jul - 19h

O Subterrâneo jogo do espírito – RJ
Direção: Rodrigo dos Santos

24-jul - 19h

Estranho? – RJ
Cia Etnica de Dança e Teatro
Direção: Carmen Luz

25-jul - 19h

Chão – RS
Direção: Jessé Oliveira

26-jul - 19h

Casa de Ferro – BA
Direção: Maurício Assunção

TEATRO DA CIA DOS ATORES

Rua Manuel Carneiro, 10, Lapa, (escadaria do Selarón)

23-jul - 20h30

Sete ventos – RJ
Direção: Débora Almeida

24-jul - 20h30

O Cheiro da feijoada – RJ
Cia Black & Preto
Direção: Iléa Ferraz

25-jul - 20h30

Negro de Estimação – PE
Direção: Kleber Lourenço

26-jul - 20h30

Terra Sonâmbula (Capítulo 1) – MG
Direção: Adyr Assumpção

ENTRADA FRANCA!
Informações: Cia dos Comuns
(21) 2242 0606
comuns@comuns.com.br

segunda-feira, 19 de julho de 2010

MOSTRA DE CINEMA - 20 E 21 DE JULHO

A Cia dos Comuns realiza
OLONADÉ
A cena negra brasileira
Seminário
oficinas
MOSTRA DE CINEMA
espetáculos de dança e teatro negro de diferentes regiões do Brasil
Cinema:
20 e 21-jul
às 19h
CENTRO AFRO CARIOCA DE CINEMA
Rua Joaquim Silva, n°40, LAPA
Distribuição de senhas 1 hora antes de cada sessão

20 de Julho:
Eu não ganhei esse edital
Santas ervas
Se todos fossem iguais
XII Marcha Noturna
Primeiro Olhar

21 de Julho:
Estação Realengo
O maestro das ruas, um mergulho na alma brasileira

Entrada franca
Informações: Cia dos Comuns
(21) 2242 0606
comuns@comuns.com.br


O Encenador no Teatro Contemporâneo: Poéticas e Processos

"Realizar esta oficina de encenação com um grupo de jovens diretores da cena carioca foi uma importante troca de saberes e fazeres. Pudemos refletir sobre alguns caminhos da encenação contemporânea, especialmente quanto ao processo colaborativo de pesquisa artística. Os pontos fortes de nossos debates foram o conceito de encenação e visão de mundo, a idéia de "imaginário convocante" como fator de mobilização e as simulações sobre nossa prática teatral.

Como a maioria dos participantes é vinculada a algum grupo teatral, com suas linhas estético-ideológicas definidas ou em formação, a função do encenador esteve sempre em questão; em especial, no processo colaborativo, quando sua concepção vai adquirindo contornos de uma ação coletiva em que a visão e a prática do grupo dão forma progressiva àquilo que Peter Brook chamou "intuição amorfa"; ou seja, um processo artístico em construção, no qual as contribuições do grupo criam uma visão compartilhada de um poética em curso em direção à percepção do espectador do teatro contemporâneo."

 Luiz Marfuz
 (Diretor Teatral, Dramaturgo, Doutor em Artes Cênicas e Professor da Escola de Teatro da UFBA)

"Gastando sapatos no Olonadé"


Centro Cultural Laurinda Santos Lobo  - local de realização das oficinas e de alguns espetáculos a serem apresentados. Rua Monte Alegre, nº 306, Santa Teresa - Rio de janeiro.


Após uma semana inteira de muita capoeira, aikidô, canto, dicção, circo, dança contemporânea e direção teatral, a segunda semana de oficinas da mostra Olonadé também promete uma profusão de troca de saberes, experiências, compartilhamento de ideias, provocações, reflexões e buscas no universo do artista, enveredado na linguagem e nas entranhas do ser negro.


Oficina de Dança Negra Contemporânea, ministrada por Rubens Barbot


Ao final da última semana de oficinas, foi notória a diferença que os encontros proporcionaram aos alunos. Muitos disseram que se sentiram transformados, revigorados, imbuídos de negritude e identidade. Outros disseram que simplesmente se sentiam bem por pertencer culturalmente e politicamente a uma rede de cúmplices de uma mesma luta.


A oficina de capoeira, por exemplo, mostrou o quanto é possível descobrir em si a corporeidade e ancestralidade. Muitos alunos que não se identificavam com essa arte, começaram a sinalizar neles mesmos os corpos e a vivência da capoeira angola, até então latentes. Pessoas que nunca imaginaram entrar numa roda, para jogar a capoeira, puderam manifestar pela primeira vez as suas vontades e possibilidades reverberantes em seus corpos.

A antropologia do gesto, a arte marcial como suporte do trabalho do ator


Amir Haddad trouxe como proposta em sua oficina de direção teatral o questionamento do que é fazer teatro, do que é o teatro popular e, fundamentalmente, do que é o teatro negro. Amir sugeriu que o teatro negro fosse um teatro que primasse preponderantemente pela liberdade. Depois “deixou o santo falar”, como ele diz, e destacou a importância da vivência do ator/artista com as populações “minorizadas”, representadas em sua maioria pela população pobre. “O ator tem que gastar sapato”, disse, buscar a sabedoria popular e o elo com a ancestralidade, pois só assim é possível, verdadeiramente, encontrar uma identidade e manifestar, com plenitude, a sua arte. O diretor e fundador do “Tá Na Rua” arrematou dizendo que “há que se iluminar a consciência para que a prática se modifique”, resumindo assim a ideia da união entre o teórico, as trocas de saberes, e a ação prática do fazer artístico, que pode se configurar em qualquer espaço físico teatral não convencional, se desvirtuando assim do modelo burocrático do palco italiano.

Amir Haddad com os seus alunos de direção teatral


Agora a programação segue com as oficinas de música, percussão, dança afro-contemporânea e interpretação, respectivamente com o professor Jarbas Bittencourt, Puan Viana, Zebrinha e Fernanda Júlia.




quinta-feira, 15 de julho de 2010

A capoeira está em mim. Está em você.


A oficina  Capoeira Angola em Movimento, ministrada pelo Mestre Marrom, está provando que qualquer pessoa pode encontrar em si a capoeira e, consequentemente, qualquer vertente de manifestação cultural afrobrasileira. Marrom diz que "a capoeira pode ser jogada em qualquer ritmo musical, que não vai perder a essência", pois a capoeira traz em si a sua musicalidade e corporeidade, presente em cada um de nós, capaz de dialogar, como um jogo entre distintos e semelhantes. Na aula, os alunos experimentam os seus corpos em contato com outros diferentes, não se atendo aos movimentos padrões, pois da repetição não há comunicação.


Os alunos estão descobrindo em seus corpos e consciências todas as características primordiais para o jogo e a dança da capoeira angola, como a conversa corporal e sensorial com o outro.
Realizamos diversos movimentos da capoeira angola, cotidianamente, sem saber. O simples fato de andarmos, por exemplo; se aplicarmos a ele uma cadência, um ritmo e sentirmos o corpo presente dançante, poderemos nos aproximar da sensação do que é o corpo do capoeira.

Mestre Marrom

 Mestre Marrom segue a linha da capoeira angola, que prevê a sagacidade, malemolência, jogo teatral presente, corpo em desconstrução e o respeito aos mais velhos e aos seu legados.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um sopro de oficina - Direção Teatral com Luiz Marfuz

Após três dias de intensa reflexão intelectual sobre a figura do diretor teatral, a oficina intitulada O ENCENADOR NO TEATRO CONTEMPORÂNEO: POÉTICAS E PROCESSOS, orquestrada por Luiz Marfuz,  se findou com gosto de quero mais. Ao longo do processo de pensar a função central do diretor, muitas questões e situações reais foram compartilhadas pelo grupo, que, ao final desse "sopro de oficina"(de arrepiar), exercitou, a partir de um jogo prático, a capacidade de diálogo e resolução de problemas constantes e quase inerentes às artes cênicas. As grandes ressalvas estiveram pautadas pelo diretor que apresenta uma concepção de algo e sabe compartilhar as suas ideais, de modo que elas dialoguem e se reformulem, caso seja necessário.


"Imaginário convocante": Marfuz e os alunos da oficina.

Seguem abaixo duas das três definições que os alunos, a partir das suas definições particulares, formularam  para o que é ser diretor.

DIRETOR É...

“Um pesquisador, encenador, mobilizador, um maestro solidário ou um instrumento para construção, com seus pares, de uma idéia. Como uma orquestra que harmoniza corpo, pensamento e espaço”.
(Tatiana, Leandro, Clóvis e Eliete)

“O diretor é o artista mobilizador responsável pela engrenagem e organização de uma proposta, que, agindo em diálogo, cataliza energética, intelectual e emotivamente as funções técnicas e artísticas envolvidas, de modo a traduzir esteticamente uma idéia”.
(Gustavo, Débora, Bruno, Gabriela e Alessandro)




segunda-feira, 12 de julho de 2010

As primeiras cambalhotas a gente nunca esquece


Dar uma cambalhota desajeitadamente é fácil, mas dar uma cambalhota com consciência corporal, mantendo o equilíbrio e a noção espacial já é outro patamar. Muitos alunos da oficina de circo, ministrada pelo professor Marcelinton, estrearam em seus corpos a linguagem do circo. A flexibilidade, coordenação motora, força e postura foram os elementos mais trabalhados na aula de hoje. Alguns alunos foram motivo de inspiração, como Eliete, que realizou todos os exercícios com dedicação e bom humor.

 
Eliete, sustentando firme.